Provenientes da China

CFB vai reforçar transporte com 300 vagões

O transporte ferroviário de mercadorias, incluindo o minério proveniente da República Democrática do Congo (RDC), será reforçado com 300 novos vagões encomendados ao gigante chinês de logística Sinotrans, anunciou, na terça-feira, o presidente do conselho de administração dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), Luís Teixeira.

CFB vai reforçar transporte com 300 vagões
D.R.

Os CFB têm 67 estações do Lobito ao Luau, na fronteira com a RDC, e uma frota com 56 locomotivas.

Após a visita do embaixador chinês em Angola, Gong Tao, ao CFB, no Lobito, em Benguela, Luís Teixeira calcula que, com a chegada dos vagões, o transporte de mercadorias aumentará de 94 mil toneladas/ano para mais de 300 mil toneladas, incluindo o tráfego internacional, onde se destaca os minérios extraídos nas regiões de Katanga, na RDC.

“Já foi feito o primeiro protótipo do vagão. Vai ser analisado pelos nossos técnicos e a seguir irá ocorrer a produção em série para o fornecimento aos CFB”, revela, acrescentando que, numa primeira fase, estão previstos 300 vagões, mas queremos chegar às mil unidades”.

O PCA dos CFB adiantou que o tráfego internacional está, neste momento, a necessitar de “mais” vagões, daí o interesse da empresa em negociar estes investimentos, através da cooperação com as empresas chinesas.

A linha dos CFB está ligada à dos Caminhos-de-Ferro do Baixo Congo, sobre a ponte do rio Dilolo, desde 1 de Maio de 1931, para dar resposta à necessidade das empresas congolesas das zonas de mineração de aceder ao porto do Lobito, para exportar para o mercado internacional, por via marítima, o minério extraído no interior daquele país encravado (sem acesso ao mar).

Os CFB têm 67 estações do Lobito ao Luau, na fronteira com a RDC, e uma frota com 56 locomotivas, 48 das quais adquiridas à multinacional norte-americana General Electric (GE Transportation), e 66 carruagens, entre a 1.ª, 2.ª e 3.ª classes.

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