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Angola Telecom e Africell podem partilhar infra-estrutura

A Angola Telecom, empresa pública de Telecomunicações, disse hoje que a entrada da quarta operadora de telefonia móvel no país, Africell Global, "não é um problema", garantindo "disponibilidade para partilha de infra-estrutura" com a empresa libanesa.

Angola Telecom e Africell podem partilhar infra-estrutura
D.R
Adilson Santos, PCA da Angola Telecom

"Estamos muito apostados em ser uma empresa de partilha de infra-estrutura e se depender da Angola Telecom, a Africell não vai demorar a entrar no mercado, porque a nossa infra-estrutura estará disponível do ponto de vista comercial", afirmou hoje o presidente do conselho de administração da Angola Telecom, Adilson dos Santos.

Segundo o responsável, que respondia à Lusa durante uma conferência de imprensa, a abertura da Angola Telecom vai concorrer para que a nova operadora "não tenha necessidade de construir muitas vezes sites, torres e fibras".

Por não ser oposto à entrada do novo operador, argumentou, a empresa pública de telecomunicações de Angola e a libanesa Africell têm já realizado "conversas regulares".

"Já estamos com alguma conversa com a Africell, não será um problema para nós porque não somos antagónicos em relação a isso", sublinhou Adilson dos Santos.

O responsável falava hoje em conferência de imprensa, em Luanda, sobre os desafios da empresa no capítulo das infrae-struturas e investimentos.

A libanesa Africell Global venceu o concurso público para se tornar a quarta operadora de telecomunicações em Angola, conforme anunciou no princípio deste mês, em comunicado, o Governo.

A empresa libanesa foi selecionada, em Março, para apresentar uma proposta depois de ter sido a única empresa a formalizar uma candidatura ao concurso.

A Africell é uma operadora internacional, com 18 anos de actividade no sector das telecomunicações, disponibilizando serviços móveis, de Internet, televisão por subscrição e `mobile money`(dinheiro digital) a mais de 12 milhões de clientes.

Actualmente, Angola conta com três operadoras, com a Unitel a liderar o mercado, com cerca de 80%, à frente da Movicel, com cerca de 20%, e a Angola Telecom (empresa estatal em processo de privatização) com uma posição residual.