Onze doentes foram recuperados

Angola regista mais 18 casos e aumenta para 705 número de infectados

Angola regista mais 18 casos de infecção por covid-19, elevando o número total de infectados para 705, anunciou neste domingo, o secretário de Estado da Saúde.

Angola regista mais 18 casos e aumenta para 705 número de infectados
D.R
Franco Mufinda, secretário de Estado para Saúde Pública.

Segundo Franco Mufinda, os 18 casos, todos de Luanda, referem-se a 14 pessoas de sexo masculino e quatro de sexo feminino.

Foram igualmente recuperados onze doentes, sendo 10 do Kwanza-Norte, acrescentou.

Angola regista agora 705 casos confirmados, mais 18 do que sábado, entre os quais 29 óbitos, 221 recuperados e 455 activos.

Entre estes, 15 pessoas estão em estado crítico, sob ventilação mecânica e três têm necessidade de hemodialise.

Os casos da covid-19 em Angola estão concentrados na faixa entre os 20 e 69 anos, com predominância do sexo feminino, sendo nove em cada 10 assintomáticos.

Os testes serológicos (testes rápidos) totalizam 22.367 em todo o país, dos quais 1.036 reactivos, o que significa que as pessoas estiveram expostas ao vírus causador da doença e podem estar ainda em fase activa.

 

Um em cada quatro habitantes de Luanda teve exposição ao vírus

Um em cada quatro habitantes de Luanda já esteve exposto ao SARS-CoV-2, vírus causador da covid-19, de acordo com o secretário de Estado para a Saúde Pública.

Durante o balanço epidemiológico diário, Franco Mufinda lembrou que já existe circulação comunitária do vírus em Luanda e destacou que os dados estatísticos resultantes de uma amostra aleatória em conglomerados de Luanda, junto de pessoas sem histórico de pertencer aos cordões sanitários, de viagens para países com circulação comunitária ou contactos com casos positivos, apontam para que uma em cada 25 pessoas tenham tido exposição ao SARS-CoV-2.

“Sendo assim, há necessidade de redobrar a vigilância”, destacou o governante, apelando à redução do tempo de exposição ao vírus que pode ser expressa pelo tempo que se permanece em aglomerações como mercados, paragens de táxis e outros sítios que congregam muitas pessoas.

“Quando permanecemos mais tempo, aumentamos a probabilidade de contaminação”, assinalou.

Franco Mufinda reforçou a necessidade de rever os comportamento de risco e evitar as aglomerações, medidas que devem ser acompanhadas do uso obrigatório da máscara e lavagem das mãos.

Em África, há 14.937 mortos confirmados em mais de 700 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

 

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