Sob medidas anti-covid-19

Angola imunizou 1,2 milhões de crianças contra a pólio

Angola retomou a vacinação contra a poliomielite, interrompida por causa do estado de emergência devido à covid-19, imunizando 1,2 milhões de crianças no Sul do país, que regista actualmente o maior surto de pólio vírus vacinal em África.

Angola imunizou 1,2 milhões de crianças contra a pólio
D.R

A informação foi divulgada hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no dia em que terminou a repescagem de crianças não vacinadas nas províncias abrangidas pela iniciativa, nomeadamente Cunene, Huíla, Huambo, Kuando-Kubango e Namibe.

O país que, em Dezembro de 2015, ficou livre do poliovírus selvagem é actualmente um dos 15 países da região africana que sofrem surtos de poliovírus derivado de vacinas em circulação, uma forma rara do vírus que afecta populações não imunizadas e subimunizadas que vivem em áreas com saneamento inadequado.

Com o registo de 142 casos de pólio vírus vacinal, Angola é actualmente o país da região africana com mais registos, verificando-se ainda 187 casos de paralisia flácida, enquanto 28 amostras ambientais a espera de resultados laboratoriais.

Nos últimos quatro dias, o Governo e os seus parceiros vacinaram cerca de 1,2 milhões de crianças com pólio oral numa campanha que decorreu “sob fortes medidas” de prevenção contra a covid-19, segundo um comunicado da OMS.

Para Javier Aramburu, representante em exercício da OMS em Angola, apesar das limitações impostas pela covid-19, “é necessário assegurar que a vacinação não seja relegada para o segundo plano, sob pena de colocar em risco a saúde das crianças”.

“Temos de continuar resilientes em nossos esforços de vacinação para garantir a imunização de todas as crianças angolanas”, afirma.

Em Angola, acrescenta a OMS, foi confirmado laboratorialmente a circulação do vírus do tipo 2 e está a ser utilizada a vacina pólio oral monovalente tipo 2.

A campanha de imunização envolveu 13.340 pessoas, entre os quais 3.988 vacinadores.