Co-gestão terá duração de 15 a 30 anos

Angola assina acordo de gestão do parque do Iona

Um acordo para gestão partilhada do Parque Nacional Iona, no Namibe, para garantir a protecção a longo prazo, será assinado esta sexta-feira, entre o Governo de Angola, através do Ministério do Ambiente e a African Park.

Angola assina acordo de gestão do parque do Iona
D.R

African Park é uma organização de conservação sem fins lucrativos que assume total responsabilidade pela reabilitação e gerenciamento de longo prazo dos parques nacionais em parceria com Governos e comunidades locais.

Segundo o director-geral do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), Aristófanes Pontes, que falava à margem do workshop sobre ‘Trabalhos realizados pelo INBAC e seus parceiros e perspectivas para o período 2020/2022’, o processo faz parte do plano de gestão, reabilitação e construção do Parque Nacional do Iona, no sentido de dar maior investimento ao parque e nas áreas de conservação.

O responsável disse que a co-gestão terá duração de 15 anos no mínimo e 30 no máximo em função dos investimentos, devendo neste primeiro acordo, a African Parks investir anualmente um milhão de dólares.

O parque tem nessa altura todos os aspectos administrativos a funcionar, necessitando de infra-estruturas que possam resultar em receitas para o Estado.

Situado no deserto do Namibe, no canto Sudoeste de Angola, com sua costa com 160 quilómetros junto ao Oceano Atlântico, o parque do Iona é uma paisagem desértica icónica, que se estende da costa atlântica sobre dunas, planícies e montanhas, abrangendo um vasto de 15.200 quilómetros quadrados.

Alimentado por dois rios limítrofes (Cunene e Curoca), o parque contém extensos bosques e é habitado por chitas, leopardos, manadas de Oryx, gazela, zebra, avestruz, répteis endémicos, zebra de hartmann e é o principal habitat de uma das plantas mais antigas do mundo a Welwitschia mirabilis.

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