Na federação de Jiu Jitsu

‘Desvio’ de dinheiro afasta presidente

Federação tem novo presidente. Nzuzi Ndombaxi foi destituído e assume ter retirado o dinheiro, mas não o fez sozinho, e promete devolver. O vice-presidente defende que haja uma investigação mais profunda às contas da instituição.

‘Desvio’ de dinheiro afasta presidente
Mário Mujetes
Demonstração da Luta
Flâvio Cardoso

Flâvio CardosoVice-presidente para o estilo Brasileiro

Esta situação pode vir "a sujar a imagem da federação"

A Assembleia-Geral da Federação Angolana de Jiu Jitsu (FAJUJ) destituiu Nzuzi Ndombaxi Sebastião por este ter retirado dos cofres três milhões e 600 mil kwanzas. O ex-presidente, em declarações ao NG, admite ter desviado o dinheiro, mas garante já ter devolvido uma boa parte e que não pretende retirar-se da modalidade.

Nzuzi Ndombaxi revela que esses valores foram “retirados com anuência dos membros da federação”, rejeitando a ideia de os ter roubado.

Flávio Cardoso, vice-presidente da instituição, considera que a situação pode vir “a sujar a imagem da federação”.

O ex-presidente da Federação esteve envolvido numa outra polémica, quando foi preso, acusado pelo tio, Mawete João Baptista, de ter roubado uma charrua. A sua destituição aconteceu numa reunião da Assembleia-geral que serviu para a apresentação das contas da instituição desportiva.

Apesar da decisão, Nzuzi Ndombaxi garante estar de “cabeça erguida e tranquilo” e diz não temer qualquer notificação da justiça e mostra-se preparado para apresentar a sua versão sobre a retirada desses valores. “Quando ninguém te quer, a solução é deixar”, assume, resignado.

‘Desvio’ de dinheiro afasta presidente

Nzuzi Ndombaxi admite ter feito um empréstimo à instituição com a autorização da mesa da assembleia-geral, do conselho fiscal e com documentos assinados. Sem citar nomes, considera que há “maldade” por parte dos colegas, com o “objectivo de sujar o seu nome”.  Recorrendo ao ditado ‘quem não deve não teme’, Nzuzi Ndombaxi promete pagar, nos próximos tempos, o resto do valor retirado, que corresponde a um milhão e 117 mil kwanzas. “Dei e ajudei muito esta federação”, defende-se.

Com a saída da presidência da FAJUJ, Nzuzi Ndombaxi não tem planos de deixar a modalidade. É mestre e tem uma academia, vai dar aulas sobre técnicas da modalidade que possui vários estilos. Além disso, planeia dedicar-se mais à sua empresa de comércio.

Para cobrir o lugar deixado pelo presidente deposto, foi escolhido Ndongala Pagui que vai liderar a instituição desportiva até ao final do mandato que termina em 2020, prometendo uma “transparência financeira” e “ajudar as associações provinciais com a distribuição de material como tapetes de combates”. 

O vice-presidente da FAJUJ, Flávio Cardoso, mostra-se preocupado com a possibilidade da imagem da instituição “ficar manchada” e defende a criação de uma comissão de inquérito para investigar as provas apresentadas pelo conselho fiscal da federação.

Flávio Cardoso revela que, para a retirada do dinheiro, houve várias assinaturas e que estas pessoas devem ser também investigadas e responder em processos disciplinares. O dirigente afirma ainda que, na apresentação do relatório de contas pelo conselho fiscal, que não foi aprovado, apareceram facturas duplicadas.

 

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