República Democrática do Congo

Situação complica com inundações, vírus e violência

As inundações causadas pela chuva, a propagação da epidemia do sarampo e o aumento de vítimas devido à violência marcam esta sexta-feira o panorama da República Democrática do Congo (RDC), noticia a Prensa Latina.

Situação complica com inundações, vírus e violência
D.R.

 

Os média locais informaram hoje (sexta-feira) que, pelo menos, oito pessoas morreram e outras 70 ficaram feridas pelas chuvas na província de Kivu do Sul, no Oeste do país.

"Estamos a lançar um SOS para homens de boa vontade e organizações internacionais e nacionais para ajudar essas pessoas deslocadas que não sabem para onde ir", disse o deputado provincial Placide Mukangya, citado pela publicação electrônica Actualité.

Outros relatos da imprensa relataram estragos semelhantes na cidade de Fizi, também pertencente ao Sul de Kivu, onde torrentes danificaram cerca de 70 casas e causaram pelo menos duas mortes.

Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou nas últimas horas a rápida disseminação da infecção pelo sarampo, que causou a morte de cerca de 4.500 crianças menores de cinco anos.

Segundo o representante da UNICEF, Edouard Beigbeder, as crenças religiosas e práticas tradicionais de saúde dificultam a aplicação da vacina contra o sarampo, bem como no tratamento daqueles que apresentam os primeiros sintomas.

Fontes locais indicaram que pelo menos 27 civis morreram de um ataque perpetrado na quarta-feira em Beni (leste), devido a supostos membros do grupo das Forças Democráticas Aliadas (ADF) de origem ugandesa.

Segundo o vice-presidente da sociedade civil de Oicha, Kashembo Kitsambula, todas as vítimas localizadas nas últimas horas foram decapitadas pelos agressores, informou Actualité.

O presidente Felix Tshisekedi ordenou a instalação de um quartel-general avançado do exército em Beni e a realização de patrulhas conjuntas com os capacetes azuis da ONU, após o aumento da agitação e insegurança social.

Por seu lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou a suspensão do seu trabalho na cidade de Biakato, após dois ataques aos centros de prevenção do Ebola na região.

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