Em Moçambique

Extremistas reivindicam incursão e morte de militares

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico reivindicou, quinta-feira (21), um ataque armado contra alvos civis e militares no Norte de Moçambique, de acordo com o seu boletim Al-Naba.

Extremistas reivindicam incursão e morte de militares
D.R.

 

A reivindicação abrange um ataque noticiado domingo em Mengaleuwa, que provocou oito mortos, e inclui também um povoado designado Dimayo.

O grupo diz que investiu contra postos militares onde se encontravam forças moçambicanas e russas, matou seis soldados, feriu outros e apreendeu diversas armas e munições, além destruir estruturas civis.

Os ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado, segundo a Lusa, eclodiram há dois anos em comunidades muçulmanas radicalizadas e o auto-denominado Estado Islâmico começou a reivindicar alguns dos incidentes desde Junho.

Analistas e autoridades duvidam da presença efectiva de membros do grupo radical, assumindo como mais provável que alguém que já estava no terreno transmita informação usada a favor dos extremistas.

Na última semana, a proximidade dos ataques em relação às obras dos megaprojectos de gás natural na península de Afungi obrigou a paralisar alguns dos trabalhos durante um dia como medida de segurança.

Desde o início da violência armada em Cabo Delgado, pelo menos 300 pessoas já morreram, segundo números oficiais e da população, e 60 mil residentes foram afectados, muitos obrigados a deslocar-se para outros locais em busca de segurança, segundo a Organização das Nações Unidas.

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