Antigo governador do Bié

Boavida Neto arrolado em processo de desvios de fundos públicos

A ex-administradora do Chinguar, Beatriz Napende Diniz, ré no processo acusada de desviar fundos públicos, alegou ontem, em Tribunal, que os actos que praticou no exercício das suas funções foram em cumprimento de ordens do ex- governador do Bié, Álvaro de Boavida Neto, escreve o 'Jornal de Angola'.

Boavida Neto arrolado em processo de desvios de fundos públicos
D.R.

A antiga gestora e mais outros 21 arguidos arrolados no referido processo são acusados de defraudar o Estado angolano em cerca de 297 milhões de kwanzas.

 

A antiga gestora e mais outros 21 arguidos arrolados no referido processo são acusados de defraudar o Estado angolano em cerca de 297 milhões de kwanzas.

Durante esta fase de produção de prova material, Beatriz Diniz negou qualquer responsabilidade nos crimes de que é acusada.

“Fiz tudo em orientação do ex-governador Álvaro Boavida Neto, por via telefónica, com realce na arrecadação de receitas do município, consubstanciadas na concessão de terra, licenças de obras e vedação”, esclareceu, acrescentando que, no exercício das funções, observava a Constituição da República, Estatuto Orgânico, Lei de Terra, do Orçamento, Contratação Pública.

Apesar de consultar o 'Guia de Administrador para a prática de actos administrativos', a ré, escreve o diário público, admitiu que, por vezes, atropelava em menor parte a Lei de Execução Orçamental.

Beatriz Diniz confessou ter atropelado a lei de forma “voluntária, consciente e intencional, tendo em conta as circunstâncias da crise que assola o país desde 2014, altura em que o Tesouro Nacional não homologava a tempo às Ordens de Saque”.

Quanto à selecção de empresas prestadoras de serviço, avançou que a administração do Chinguar as contratava por via de cartas convite com valores entre dez e 35 milhões de kwanzas.

RECOMENDAMOS

POPULARES

ÚLTIMAS