Sector hoteleiro

Taxa de ocupação pode chegar a 45 por cento

A baixa taxa de ocupação de hotéis, fixada em 25 por cento em 2018, está a criar dificuldades aos operadores da indústria hoteleira, mas as previsões mais optimistas do mercado apontam para uma relativa melhoria da taxa para 45 por cento até final do ano.

Taxa de ocupação pode chegar a 45 por cento
D.R.

Segundo dados, 2009 a 2014, Angola registou um forte crescimento do sector, tendo atingido receitas que ultrapassavam os 45 mil milhões de kwanzas, criando cerca de 223 mil postos de trabalho.

Em declarações à Angop, gestores de unidades hoteleira de cinco, quatro e três estrelas, em Luanda, apontaram como principal razão para a queda da taxa de ocupação nos hotéis a crise económica e financeira, que se agudizou significativamente nos últimos quatro anos.

Em termos de distribuição geográfica, a rede hoteleira nacional é liderada por Luanda, com uma quota de 60 por cento dos alojamentos, ficando os 40 por cento para as restantes 17 províncias.

O secretário da  Associação dos Hotéis e Resorts de Angola "AHRA",  Ramiro  Barreira, sublinhou que vai junto dos associados buscar  pontos de  equilíbrios, para  encontrar preços que  se ajustam  ao mercado angolano, com  vista à redução  dos actuais preços.

“Temos  de estabelecer preços que estejam  de acordo com  a  capacidade de compra das pessoas, para podermos elevar as taxas de ocupação dos hotéis  em Angola, que em algumas províncias estão, actualmente, na ordem dos  cinco a aos 15  por cento”, referiu.

Caso  a  taxa  de ocupação dos hotéis atinja os  50 por cento, a AHRA, com 400 membros nas 18 províncias, contribuiria mais para o aumento da actividade turística em Angola, elevando assim o peso do sector na composição do Produto  Interno Bruto (Pib).

Defende igualmente a necessidade da redução dos preços de energia e água, impostos  e  do aumento do ambiente de  negócios para influência também na baixa dos preços estabelecidos nas unidades hoteleiras.

Os preços das diárias nessas unidades hoteleiras variam de 24 mil a 135 mil kwanzas.

O director-geral do Epic Sana (hotel de cinco estrelas), Miguel Dos Santos, informou que, actualmente, a taxa de ocupação ronda os 50 por cento, com uma tendência para maior ocupação nos dias de semana, daí que pretendam dinamizar a parte comercial, com o intuito de salvaguardar a clientela aos finais de semana.

“A época que todos atravessamos nos obriga a ser mais eficientes e racionais nos custos. No entanto, o mais importante é continuarmos a melhorar a qualidade do nosso produto e serviço”, frisou.

Entretanto, disse que a aposta é continuar a formar, capacitar, inovar, criar novos conceitos, procurar novos mercados e ser cada vez mais  único na personalização de cada evento e oferta, sempre com os níveis de qualidade Epic Sana.

O  referido hotel tem um total de 288 unidades (219 quartos, 19 suites e 50 apartamentos).

A mesma situação da fraca procura vive-se no unidade de quatro estrelas, Hotel Presidente, situado na Marginal de Luanda, cuja taxa de ocupação se situa entre 25 e 30 por cento.

Essa unidade hoteleira conta com 264 quatros, segundo o seu director-geral, Pedro Portugal.

“A hotelaria cresceu muito em infra-estruturas e qualidade nos últimos cinco anos, com novos investimentos e muito boa oferta”, frisou, adiantando que ao contrário do que se esperava, há um recuo indisfarçável na taxa de ocupação.

“Há sempre oscilações na taxa de ocupação dos hotéis e residenciais, é um ritmo ao qual estamos habituados”, disse, reconhecendo, contudo, que a variação dos últimos anos é desconfortável para o sector.

O hotel de três estrelas Horizonte Novo, situado em Viana, de acordo com o seu director-geral, Luís Lobo, regista uma taxa de ocupação de 39 por cento até à data , contra os 68 por cento do ano de 2018.  A unidade hoteleira tem 56 presentequartos.

Segundo o responsável, a maior estratégia é melhorar os serviços, apostar no mercado como a promoção de eventos musicais, divulgação da gastronomia nacional e a criação de uma zona de lazer para crianças.

Por outro lado, o Ministério considera necessário o equilíbrio do preço entre as unidades hoteleiras, porque existem unidades de uma, duas ou três estrelas que têm preços muito aproximados as de quatro e cinco estrelas, que variam dos 24 aos 135 mil kwanzas a diária.

Segundo dados, 2009 a 2014, Angola registou um forte crescimento do sector, tendo atingido receitas que ultrapassavam os 45 mil milhões de kwanzas, criando cerca de 223 mil postos de trabalho.

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