NG lista os principais factos que marcaram o ano

2018 de A a Z

Com o fim de ano às portas, o NG recupera os destaques de 2018, numa lista que vai das detenções à troca de ‘mimos’ na cultura e política, passando pelas conquistas no desporto e pelo endurecimento de leis contra a condução sob efeito de álcool. Há também histórias de igrejas aflitas e zungueiras com ‘espírito de revu’.

2018 de A a Z

A – Acidentes: as estradas continuam a matar, por causa do mau estado ou por negligência dos condutores. Os acidentes de viação são a segunda causa de morte em Angola, a seguir à malária. Umas das ‘vítimas’ foi o próprio comandante-geral da Polícia Nacional, Alfredo Mingas ‘Panda’, recentemente nomeado. Foi obrigado a demitir-se, depois de ter tido um acidente, por volta das 22 horas, em que duas pessoas morreram. ‘Panda’ foi substituído por Paulo Gaspar de Almeida.

2018 de A a Z

A - Aviões - A 21 de Setembro, Augusto da Silva Tomás foi detido preventivamente e colocado na Cadeia do Hospital de São Paulo, em Luanda, por suposto envolvimento no desvio de fundos do Conselho Nacional de Carregadores (CNC). Foi a primeira vez na história de Angola que um ex-governante é detido por um alegado caso de corrupção. Antes, foi exonerado depois de uma polémica parceria público-privada na constituição da companhia aérea Air Connetion, que viria a ser considerada “fictícia” pelo Presidente da República.

– Bafómetro: agitou as estradas durante quase todo o ano, de tal forma que obrigou muitos automobilistas a deixarem o carro em casa. O bafómetro foi responsável por atirar para a cadeia, por umas horas ou fim-de-semana, quem apresentasse uma taxa de álcool elevada. O vice-procurador-geral da República, Mota Liz, apressou-se a decretar a ilegalidade da medida. Mas a lei mudou e, para o ano, vai ser a doer: conduzir alcoolizado pode dar um ano de prisão.

 

B – Bolsas: como nos anos anteriores, os bolseiros no exterior voltaram a ser notícia devido aos atrasos nos pagamentos de subsídios. Os que se encontram em Portugal, particularmente os da Universidade da Beira Interior (UBI), chegaram mesmo a organizar uma manifestação. Justificando-se com “as dificuldades financeiras resultantes da crise económica”, o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (Inagbe) cancelou as candidaturas às bolsas externas. Sem explicar se retomará ou não o processo em 2019, a instituição avança apenas que a prioridade é “atender ao compromisso que tem com estudantes em 29 países”.

 

– Casa-CE: os independentes da coligação liderada por Abel Chivukuvuku estão em desvantagem depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado os recursos interpostos para o reconhecimento do Podemos-JÁ e do partido DIA. Uma das primeiras vítimas da ‘vassourada’ no âmbito da reestruturação na Casa-CE poderá será o actual vice-presidente da bancada parlamentar e porta-voz da coligação, Lindo Bernardo Tito, que já não faz parte do novo colégio da presidência, na forja. A Casa-CE já não pretende realizar um congresso electivo, deixando para o conselho presidencial essa prerrogativa, que terá Abel Chivukuvuku como coordenador-geral.

2018 de A a Z

Campeões: a selecção de futebol com muletas sagrou-se campeã do mundo, ao vencer na final (nos penalties) a Turquia por 5-4, num campeonato que decorreu no México. A fechar o ano, houve outro título de campeão, o 13.º no historial, conquistado pelas atletas do andebol, após derrotarem o Senegal por 19-14, na final no Congo. 

Confusão: As eleições na União Nacional dos Artistas e Compositores (Unac) foram marcadas por ‘lutas’ e acusações entre candidatos. A lista B, liderada por Belmiro Carlos, garante reunir provas de que “o processo não estava a decorrer com lisura, transparência e imparcialidade”, daí ter recorrido ao tribunal, depois de a comissão eleitoral ter ‘chumbado’ o pedido de impugnação. A lista A, liderada por Zeca Moreno, lamenta apenas o adiamento das eleições. Mas os ‘beefs’ nas artes não se ficam por aí: Matias Damásio cancelou dois dos três concertos que estavam agendados para o Show do Mês, em Novembro, por ter divergências com o apresentador e radialista Salu Gonçalves.

C – Corrupção: provavelmente a palavra do ano, por ‘culpa’ de João Lourenço, que fez dela uma bandeira. Onde quer que vá - e são muitas viagens - o Presidente da República jura estar a fazer um combate acérrimo à corrupção. Até ameaçou todos os dirigentes do MPLA e ‘obrigou’ ministros - mesmo os que estão há anos no poder - a entregar panfletos na rua contra a corrupção A ideia é dar outra imagem de Angola e convencer os investidores estrangeiros de que o ambiente de negócios mudou. O ex-ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, e o ex-presidente do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, foram os alvos mais visíveis. No futebol, a árbitra internacional Marximina Bernardo foi suspensa por três anos pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF), por alegada corrupção num jogo de 2014.

 

D– Docentes: foram aprovados diversos documentos que regulam os docentes dos ensinos geral e superior. Após mais de duas décadas a sujeitarem-se a um documento elaborado pela Universidade Agostinho Neto, os professores universitários contam com o Estatuto da Carreira Docente, que facilitou o ‘caminho’ para a aprovação do Estatuto Remuneratório. Estes dois documentos também foram aprovados para a regulação do ensino geral, com diferença no conteúdo e no ‘titulo’, não se referindo simplesmente aos docentes, mas sim aos “agentes da educação”, o que inclui funcionários administrativos.

 

E- Educação (ou falta dela): Apenas 30 por cento das escolas primárias possui casas de banhos funcionais, sendo que, em relação a manuais, apenas 33 por cento das escolas costuma recebê-los em quantidade suficiente. Metade dos professores da primária do Kwanza-Sul não costuma estar na escola em dias normais de aula. Os docentes de Benguela, com 42 por cento de ausência, e Zaire, com mais de 30, completam o pódio de professores ‘fugueiros’. Os dados constam de um inquérito divulgado durante o Encontro Nacional da Educação, em que se concluiu que os professores angolanos faltam mais do que os do Quénia, Níger, Nigéria, Tanzânia, Togo e Uganda.

E – Exonerações – foram tantas que João Lourenço chegou a ser apelidado do ‘Rei das Exonerações’. Mas também podia ser chamado o ‘Rei das Nomeações’, que tiveram quase o mesmo ritmo. Houve mesmo quem se tivesse aguentado pouco tempo no lugar.

 

F– Filmes: a indústria ou mercado cinematográfico vai dando passos, com o despontar de novos actores e realizadores. Só este ano, foram lançados os filmes ‘Falso Perfil’ e ‘O que a vida me levou’, dos realizadores Walter Cristóvão e André da Silva Sócrates. Além das salas já existentes, ficou a promessa da inauguração do Shopping Fortaleza, os cinemas Avis, Miramar, África e Restauração.

FMI – O Fundo Monetário Internacional aceitou emprestar dinheiro a Angola, mas não tanto quanto o Governo queria. Fica-se pelos 3,7 mil milhões de dólares, longe dos 4,5 mil milhões desejados. Ainda assim, o Governo acredita que o dinheiro é “suficiente para apoiar as reformas”. Por norma, o FMI empresta, mas impõe restrições severas. A aguardar para 2019.

 

G– Gafes: o país termina o ano com 18 mil novos licenciados, alguns dos quais com dificuldades em distinguir “mais” de “mas”, enquanto outros celebraram a obtenção do canudo publicando nas redes sociais frases como “Foi deficio mas consigui”. Os constantes erros de ortografia reacenderam o debate sobre a qualidade dos estudantes que se formam nas universidades angolanas, públicas ou privadas.

G – Greves: a seguir à corrupção, deve ter sido a palavra mais ouvida. De repente, os angolanos descobriram esta forma de luta, por melhores condições, por aumento de salários ou por haver salários em atraso. Trabalhadores de diversas empresas, professores, médicos, funcionários judiciais e enfermeiros paralisaram e começou a destacar-se o papel dos sindicatos e sindicalistas.

 

H– Hospitais: Além da recorrente falta de pessoal e de condições, os hospitais coleccionaram mais uma falha este ano: a infecção de uma menina de sete anos, após uma transfusão com sangue que continha o vírus da sida. O Governo abriu inquérito e prometeu ajuda à família.   

 

I– Igrejas: passaram o último trimestre com o ‘coração nas mãos’. Foi um ‘ai, Jesus!’, depois de o Governo ter decretado o fim de quem não cumprisse com os serviços religiosos ou não tivesse condições. Em pouco tempo, fecharam 1.500 igrejas, seitas e locais de culto. Alguns dirigentes religiosos ainda tentaram organizar uma manifestação de rua, mas foram ‘barrados’. Na mira das autoridades, estão cultos famosos como a Josafat e a Igreja Mundial.

 2018 de A a Z

J– João e José: os dois líderes, do Governo e do MPLA, protagonizaram uma transição dentro do partido. José Eduardo dos Santos já tinha dado o lugar de Presidente a João Lourenço. Voltou a dar o lugar de líder do MPLA. Grande parte dos analistas não tem dúvidas de que foi uma “transição pacífica”, mas há quem duvide.

K– Kwanza: de semana a semana, o kwanza vai ficando mais fraco. O Governo tenta ajustar o câmbio oficial ao informal, mas sem sucesso. O valor da moeda estrangeira continua a subir e a moeda nacional ameaça regressar aos tempos do ‘kwanza-burro’.

 

L– Lourencistas: começaram a emergir em 2017, mas foi em 2018 que se mostraram mais e com mais força. Recentes convertidos ao novo poder, usam as mesmas palavras e os mesmos elogios que serviram para bajular José Eduardo dos Santos. Estão por todo o lado, do jornalismo à política, das administrações à diplomacia.

 

M– Marimbondo: na etapa final do ano, em Portugal, João Lourenço lançou a farpa. Toda a gente percebeu que se dirigia indirectamente a José Eduardo dos Santos. Tudo porque o actual Presidente lamentou ter encontrado os cofres vazios, o ex-Presidente respondeu que tinha deixado mais de 15 mil milhões de dólares. A palavra ‘marimbondo’ acabou por entrar no léxico do humor angolano.

M – Mortes: aos 95 anos, morreu o ciclista angolano Alberto da Silva ‘Pepino’, vítima de um acidente cardiovascular, no Hospital Geral de Benguela, após ter dado entrada com um quadro grave de insuficiência respiratória. Na política, também se lamentou o falecimento de Almerindo Jaka Jamba e Ambrósio Lukoki. Jaka Jamba era um dos últimos negociadores angolanos vivos do Acordo de Alvor. Era deputado à Assembleia Nacional pela bancada parlamentar da Unita e foi professor universitário. Já o embaixador Ambrósio Lukoki, que morreu aos 78 anos, destacou-se, entre outros aspectos, por contestar a liderança de José Eduardo dos Santos, chegando mesmo a exigir que o ex-Presidente entregasse o comando do partido a João Lourenço para pôr fim à bicefalia.

M – Motocrosse: a parcela de terreno onde roncam os motores do motocrosse, em Luanda, esteve em disputa por altas patentes, políticos e Administração Municipal de Talatona com a Associação Provincial de Motocrosse de Luanda. A associação garante ser a legítima proprietária do espaço e possuir documentos que o provam.

 

N– Novos manuais: já final do ano lectivo, o Ministério da Educação apresentou 28 milhões de materiais curriculares da primária actualizados. Com previsão para vigorarem já em 2019, estão constituídos, entre outros, por planos curriculares, programas de disciplinas, manuais escolares e cadernos de actividades e vão funcionar junto com os antigos, que possuem erros, mas as autoridades garantem que não haverá makas.

  

O- Operação Resgate: agitou as ruas como raramente se vê. Começou a 6 de Novembro, envolvendo a Polícia Nacional e os serviços de Migração e Estrangeiros (SME) e de Investigação Criminal (SIC). A ideia é combater a venda nas ruas, a troca de dólares, as oficinas ao ar livre, a imigração ilegal, a travessia fora das passadeiras ou em locais impróprios e o vandalismo dos bens públicos. Há registo de excessos policiais, com relatos de, pelo menos, três mortes.

2018 de A a Z

O – Operação Transparência: lançada a 26 de Setembro, tem como objectivo combater a imigração ilegal e a exploração ilícita de diamantes. Está programada para se concretizar, de forma faseada, até 2020. Iniciada em Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Bié, Moxico, Uíge e Kuando-Kubango, a operação estendeu-se ao Bengo, Moxico e Zaire. Até Novembro, cerca de 415 mil ilegais tinham sido ‘apanhados’. Mas as autoridades foram acusadas de terem incluído, nesse grupo, nacionais com bilhete de identidade e cartão de eleitor.

O – Orçamento Geral do Estado 2019: foi aprovado recentemente, na Assembleia Nacional, com voto contra da oposição, que considera não haver liberdade e poder de fiscalizar plenamente as acções do Executivo. O documento foi projectado com base no preço de crude a 68 dólares, o que contrasta com os actuais cerca de 60 dólares registados no mercado internacional. O orçamento contempla receitas e despesas no valor de 11,2 biliões de kwanzas.

 

P– Primeiro d’Agosto: foi por pouco que o clube ‘militar’ não fez a viagem de sonho: ir à final da Liga dos Campeões Africanos. Foi travado na Tunísia pelo Espérance com uma forte ajuda do árbitro e de um público agressivo que tudo fez para intimidar os angolanos. O ‘D’Agosto’ apresentou um protesto formal, mas ainda aguarda pelos resultados.

Promessas: O ano fica também marcado por promessas. Além das já conhecidas, como o combate à impunidade e à corrupção, o Presidente da República, João Lourenço, prometeu a construção de uma fábrica de disco, durante um encontro que manteve com os fazedores de cultura. A construção da fábrica será da responsabilidade do Ministério da Cultura, mas, até ao momento, não foi revelado o local, o valor a ser investido nem a data para o início das obras. O Executivo prometeu também dar início à actualização das carreiras dos professores já em Janeiro. Do que sobra do ano passado, fica ainda a promessa de criar 500 mil empregos que 2018 não viu como.

 

 Q– Qualificações: Angola conseguiu o ‘bilhete’ para competir no mundial de ‘Basket’ em masculino, na China, em 2019. OS andebolistas vão representar o país em campeonatos do mundo: as senhoras no Japão, entre 30 de Novembro e 15 de Dezembro, enquanto os senhores competem, de 10 a 27 de Janeiro, no mundial a ser coorganizado pela Alemanha e Dinamarca. No futebol masculino, Angola está a uma vitoria de SE qualificar para o CAN de 2019.

 

R– Reabilitações: Ilídio Machado foi reconhecido como o primeiro presidente do MPLA. Viriato da Cruz, fundador e um dos ideólogos do MPLA, venceu, a título póstumo, o Prémio Nacional da Cultura e Artes. Waldemar Bastos também foi agraciado com o mesmo prémio e, com Bonga, regressou aos concertos em Angola. O ano fica marcado pela reconciliação de Angola com a sua história.

R – Repatriamento: mal foi empossado, João Lourenço colocou como meta fazer regressar o dinheiro que saiu de Angola de forma ilícita. Deu um prazo de seis meses a quem tivesse mais de 100 mil dólares no estrangeiro sem os declarar. Nas suas viagens, o Presidente solicita apoio, tem recebido promessas de colaboração, mas ainda não há resultados. A lei do Repatriamento de Capitais foi aprovada em Junho.

 

SSonangol – tem o fim do monopólio anunciado, com a criação, aprovada em Agosto, da Agência Nacional de Petróleos e Gás. A empresa vai passar a focar-se unicamente nos hidrocarbonetos. O programa de reestruturação vai custar 40 milhões de euros e 54 subsidiárias da petrolífera vão ser privatizadas.

 SSaxofone: Nanuto, Sanguito, Luís Massy e Franco juntaram-se para tournées provinciais e internacionais passando por França, Noruega, Alemanha, EUA, Portugal e outros. ‘Quatro Mangolês Sax’ é o nome do projecto, que reúne quatro saxofonistas angolanos e tem como objectivo, entre outros, resgatar todas as músicas tradicionais, introduzindo nelas dinâmicos instrumentais de sopro. 

 

TTentações: as cadeias hospedam 210 bancários, todos condenados por furtarem dinheiro nas contas dos clientes, sobretudo de quem já faleceu. 10 são mulheres. Mas os números podem ser mais elevados. Os bancos, por norma, esquivam-se a divulgá-los. Em Abril, o responsável do BPC admitia que “havia muitos”. A associação de defesa do consumidor defende que os bancos devem ser responsabilizados. Os principais bancos angolanos, BPC, BIC, BAI, Millennium Atlântico e BFA, têm uma média de quatro funcionários detidos por furto.

 

UUltimato às ilegais: são, pelo menos, 14 as instituições de ensino superior (IES) que ministram cursos sem terem sido autorizadas a fazê-lo pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI). Em finais de Julho, a tutela convocou estas IES, explicando-lhes que tinham até Setembro para regularizar a situação. A partir de 20019, todas as instituições estarão obrigadas a apresentar aos estudantes, no acto da matrícula, o despacho governamental que autoriza a abertura da universidade e de cada um dos cursos.

 UUnita: a Comissão Política do partido decidiu manter o seu líder, contrariando assim o que Isaías Samakuva havia prometido durante a campanha das últimas eleições. O mandato de Samakuva termina no próximo ano, mas este tinha assegurado que, caso perdesse as eleições, colocaria o cargo à disposição. Alguns especialistas consideraram, naquela altura, que, se saísse em 2018, daria mais tempo para o seu substituto, atendendo que os partidos devem afinar as baterias para disputar as eleições autárquicas previstas para 2020.

 

VViagens: entre visitas oficiais ou de lazer, João Lourenço fez a diferença com o seu antecessor: quase não pára em Luanda. EUA, Portugal, Moçambique, Espanha, França, Bélgica, China, Ruanda e África do Sul foram alguns dos destinos.

 V– Violência: o ano termina com uma história que chocou o país: uma jovem de 27 anos, advogada, foi assassinada, em casa, pelo próprio marido. O ano começou com duas mulheres a serem mortas pelos maridos. É a imagem da violência doméstica que voltou a mobilizar a sociedade. As deputadas vestiram-se de branco no Parlamento e admitem votar para o agravamento de penas. Foi lançada a campanha ‘parem de nos matar’. Houve mais de cinco mil queixas de violência doméstica, só este ano.

WWelwítschia: a famosa filha de José Eduardo dos Santos e deputada do MPLA, Welwítschia dos Santos, mais conhecida por ‘Tchizé’ dos Santos, foi um dos rostos mais visível da oposição a João Lourenço: usa as redes sociais para ‘disparar’ contra o novo Presidente e enaltecer os feitos do pai.

 

XXê, menino já se fala de política: ano fica marcado por uma maior distensão política. João Lourenço ouviu os protestos de estudantes da UAN, recebeu activistas políticos no Palácio e começou 2018 com uma inédita conferência de imprensa, em que convidou todos os jornalistas. Mas só alguns puderam fazer perguntas. 

 

YYola Semedo: a artista foi escolhida pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, para ser a ‘rainha’ da maior manifestação cultural do país, o Carnaval. A cantora chegou a descolar-se a Paris, França, para uma conferência da ONU sida, da qual é embaixadora. Em Abril, Yola Semedo brindou os fãs com um disco duplo intitulado ‘Sem Medo’, tendo esgotado todas as cópias do álbum três horas depois do início da venda.

 

ZZungueiras: com um cântico, versão da música dos ‘Agres’ do Sambizanga, um grupo do estilo kuduro, as vendedoras recriaram um tema: “João Lourenço, se prepara/as zungueiras estão a vir/você fatigou o arreiou/nossos filhos estão a chorar”. A nova versão foi entoada, no início de Dezembro, por cerca de 100 zungueiras que vendem no São Paulo, na zona conhecida por ‘arreiou’, situada junto à ‘gajajeira’, quando marchavam em direcção ao Palácio Presidencial. O objectivo era denunciar os atropelos que estão a ser verificados durante a ‘Operação Resgate’, em vigor desde Novembro.

 

Mortes em 2018

l Adão do Nascimento, ex-ministro da Educação

l Jonas, antigo futebolista

l Pepino, ciclista

l Ambrósio Lukoki, histórico dirigente do MPLA

l Jaka Jamba, dirigente e deputado da UNITA, ex-ministro da Cultura do Governo provisório

l Ntaku Zibakaka, futebolista do Sagrada Esperança

l Jacira Dala, representante de Luanda, no concurso Miss Angola

l Paulo Araújo, radialista da rádio Luanda Antena Comercial (LAC)

l Mário Inácio, jornalista da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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