Segundo primeiro-ministro de Cabo Verde

Guiné Equatorial vai abolir pena de morte este ano

O primeiro-ministro cabo-verdiano afirmou que a pena de morte na Guiné Equatorial será abolida até ao final do ano, informação que disse ter recebido do presidente equato-guineense.

Guiné Equatorial vai abolir pena de morte este ano
D.R.
Teodoro Obiang, presidente da Guiné Equatorial
Ulisses Correia e Silva

Ulisses Correia e Silvaprimeiro-ministro de Cabo Verde

O primeiro-ministro de Cabo Verde, afirmou que, quando recebeu oficialmente o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, lhe disse que o país vai abolir a pena de morte.

Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde, afirmou esta terça-feira que, quando recebeu oficialmente o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, lhe disse que o país vai abolir a pena de morte.

No final do encontro, o chefe do governo de Cabo Verde congratulou-se com “a decisão da Guiné Equatorial de abolir a pena de morte, o que vai ser concretizada este ano”.

O presidente [Teodoro Obiang] assegura que o conjunto de reformas institucionais para tornar a Guiné Equatorial um Estado democrático respeitado será implementado, o que é uma boa notícia para Cabo Verde e para a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”, adiantou.

Segundo Ulisses Correia e Silva, o diálogo com Teodoro Obiang incluiu uma conversa sobre “os esforços e investimento necessários na língua portuguesa, tendo em conta que a Guiné Equatorial é um país da CPLP”.

“Há um engajamento reforçado, ao nível da possibilidade de existirem professores cabo-verdianos ou portugueses na Guiné Equatorial, conforme as possibilidades desse país”, referiu o primeiro-ministro de Cabo Verde, país que assume este ano a presidência rotativa da CPLP.

Está ainda a ser analisada a possibilidade de estudantes da Guiné Equatorial frequentarem cursos em Cabo Verde, através de “uma parceria especial que vai ser desenvolvida com o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), sediado na cidade da Praia, para que a assunção desse compromisso firme da integração plena da Guiné Equatorial seja uma realidade”.

Para Ulisses Correia e Silva, estes são “progressos evidentes” que a Guiné Equatorial está a fazer.

Há uma declaração inequívoca [sobre a abolição da pena de morte] do presidente da República da Guiné Equatorial, um prazo fixado. Tudo aponta que será concretizado ainda este ano. E além disso, outras reformas de natureza política se seguirão”, declarou.

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