Segundo o FMI

Crescimento em África abaixo do necessário para a criação de emprego

O crescimento económico de África continuará a crescer abaixo do necessário para a criação de emprego, e o investimento no capital humano e físico que permita criar postos de trabalho é o seu maior desafio, assinalou o FMI.

Crescimento em África abaixo do necessário para a criação de emprego
D.R.
Christine Lagarde

Christine LagardeDirectora do FMI

Segundo o FMI, o investimento no capital humano e físico que permita criar postos de trabalho é o maior desafio dos países africanos.

O Grupo Consultivo do FMI para África, reunido este fim-de-semana em Washington no âmbito da reunião de primavera do Fundo, com a presença da directora da instituição, Christine Lagarde, apontou ainda para a necessidade de o continente reduzir significativamente as suas vulnerabilidades associadas à dívida, pública e privada.

“Neste contexto, concordamos que os países [africanos] precisam de criar margens orçamentais, precisam de aumentar a resiliência, incluindo às alterações climáticas, e de criar condições para um crescimento elevado e inclusivo, passando pela remoção de obstáculos à igualdade de género”, afirmou o comunicado conjunto assinado pela directora do FMI e pelo presidente do Grupo Consultivo, Kenneth Ofori-Atta.

A necessidade de políticas adequadas ao reforço do mecanismo de transmissão monetária; a remoção de barreiras ao comércio, incluindo no âmbito do Acordo de Livre Comércio Africano; o ataque aos fluxos de financiamentos ilícitos, a par do reforço da governança e do aumento da eficiência da máquina fiscal fazem parte dos objectivos identificados como prioritários pelo grupo para o continente.

Lagarde garantiu que “o Fundo manterá o estreito envolvimento com os seus membros africanos e continuará a apoiar os esforços das autoridades na supressão dos desafios macroeconómicos e estruturais e assim como no alcance de um crescimento forte, durável e inclusivo que promova o crescimento do mercado de trabalho”.

Kenneth Ofori-Atta encorajou, por seu turno, os Estados membros africanos a manterem os compromissos com as reformas estruturais, mas, ao mesmo tempo, apelou à paciência do Fundo na condução dos seus programas, sempre que for demonstrado o compromisso das autoridades em relação aos objectivos e sucesso dos programas.

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