Para fazer face à seca

Corno de África vai receber 50 milhões de euros  

A Comissão Europeia vai disponibilizar mais 50 milhões de euros ao Corno de África para ajudar a população afectada pela seca na Somália, Etiópia, Quénia e Uganda, visando o apoio alimentar de emergência e cuidados de saúde.

Corno de África vai receber 50 milhões de euros  
D.R.
O financiamento vem da união Europeia.
Christos Stylianides

Christos StylianidesComissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crise,

O nosso financiamento aumentará a assistência humanitária nas áreas afectadas e ajudará as comunidades a evitar o risco de fome.

Em comunicado, o executivo comunitário assinala que “a prolongada seca está a ter consequências devastadoras na disponibilidade de alimentos e nos meios de subsistência” no Corno de África.

Por isso, a União Europeia (UE) alocou, esta quarta-feira, mais 50 milhões de euros àquela região, destinando 25 milhões à Somália, 20 milhões à Etiópia, três milhões ao Quénia e dois milhões ao Uganda.

O objectivo é que estas verbas assegurem apoio alimentar de emergência para responder às necessidades alimentares imediatas, a prestação de serviços básicos de saúde e o tratamento da grave desnutrição, a melhoria do acesso a água potável e ainda a protecção dos meios de subsistência das famílias, de acordo com Bruxelas.

Desde 2018, a ajuda humanitária da UE no Corno de África ascende a 366,5 milhões de euros.

Citado pela nota, o comissário europeu responsável pela área da Ajuda Humanitária e Gestão de Crise, Christos Stylianides, indica que, aquando da sua visita à região, observou “de perto como é que estes fenómenos climáticos extremos estão a afectar esta região de África”.

“O nosso financiamento aumentará a assistência humanitária nas áreas afectadas e ajudará as comunidades a evitar o risco de fome”, adianta o responsável.

O Corno de África atravessa um período de intensa seca, após duas temporadas de chuvas fracas, que já colocou cerca de 15 milhões de pessoas em situação de necessidade de apoio alimentar de emergência.

Organizações humanitárias na região estimam a existência de mais de quatro milhões de crianças gravemente desnutridas, além de três milhões de mulheres grávidas desnutridas.

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