VENDAS DUPLICARAM COM A PANDEMIA

Tupuca factura mais de 300 milhões de kz/mês

Pandemia impulsionou “substancialmente” o crescimento da plataforma de entregas. Empresa está agora a preparar o lançamento da operação no Huambo, Benguela, Huíla e Cabinda. Além do foco na internacionalização.

Tupuca factura mais de 300 milhões de kz/mês
D.R

As vendas da Tupuca cresceram 100% para 300 milhões de kwanzas por mês, como resultado do aumento das entregas diárias que também dobraram para mais de mil durante a vigência da crise sanitária.

“Dobrámos a nossa facturação neste período, a procura aumentou substancialmente. É notório, no nosso sector, em todo o mundo, que a demanda cresceu. Não existe empresa que está a fazer entregas e que não esteja satisfeita com o que a covid-19 trouxe ao negócio”, confirma Erickson Mvezi, CEO da empresa.

O crescimento nas entregas foi também acompanhado do cadastramento de pelo menos 150 novas empresas na plataforma, elevando para 1.300 o número de clientes corporativos, 400 dos quais considerados activos. E, para responder às exigências, a empresa contratou 150 novos colaboradores, passando agora a contar com 250.

Erickson Mvezi calcula que hoje perto de 80% da facturação de muitas empresas, sobretudo da restauração, esteja dependente do serviço de entrega, muito acima dos 15% que representava antes da pandemia.

NOVOS DESAFIOS

Com quatro anos de experiência, a Tupuca espera atingir, dentro de 15 meses, a marca de um milhão de entregas. Este ano, já fez mais de 250 mil entregas, número que ultrapassa as do ano transacto e, de longe, as 10 mil registadas no ano de fundação, 2016.

Na rubrica dos desafios imediatos, consta também a expansão para o Huambo, Benguela, Huíla e Cabinda. Anteriormente, previsto para Outubro, em alusão aos quatro anos de existência da plataforma, o alargamento para mais quatro províncias está agora sem data, mas o CEO da empresa assegura que deve acontecer ainda este ano.

Com 71 mil usuários, 50 mil dos quais activos, o desafio da plataforma é conquistar a SADC, começando por Moçambique e, logo a seguir, a República Democrática do Congo. “Não queremos simplesmente ser uma marca provincial, também regional”, acentua o jovem empreendedor.

ENTREGAS ‘PELO CÉU’

Pela primeira vez em Angola, a plataforma está a tentar implementar uma forma de entrega mais económica e rápida através de drones. A experiência está a ser feita com clientes premiados. Uma tarefa que “não tem sido fácil” em resultado da inexistência de suporte legal para o efeito, segundo o gestor da empresa. “Existem muitas zonas cinzentas, em termos de legislação, de como fazer as entregas com drone. Queremos colocar inovação em todos os domínios até na legislação, porque acaba por ser mais económico e acabamos por atingir áreas remotas. Hoje é um hambúrguer, amanhã poderá ser medicamento porque o acesso à zona é difícil”, refere Erickson Mvezi.

Enquanto todo o cuidado é pouco, a opção tem sido coordenar e controlar de perto as entregas com drones. Nesta primeira fase, são entregues produtos com peso de até um quilo.