Angola tem cerca de três milhões de porcos

Portugal quer formar suinicultores angolanos

A Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores está disponível para promover a formação prática de produtores angolanos de suínos em Portugal, bem como na montagem, em Angola, de estruturas de produção e comercialização.

Portugal quer formar suinicultores angolanos
D.R.

A intenção foi manifestada ontem pelo presidente da Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores, Vítor Menino, que participou, em Benguela, no I Fórum Provincial de Suinicultura, promovido pelo grupo empresarial ‘Adérito Areias’.

"Angola tem tudo para criar porcos e dar certo, tendo em conta as potencialidades naturais, nomeadamente os cursos hídricos, a possibilidade de cultivo de cereais e a disponibilidade e interesse das suas gentes", referiu Vítor Menino.

Vítor Menino sublinhou a necessidade da criação de condições para a produção de cereais em escala suficiente para atender às necessidades diárias dos criadores, bem como a de assegurar uma base genética sustentável ao alcance dos criadores.

"Hoje, transportar genética não precisa de camiões, podendo dez gramas servir para fazer a melhoria de centenas de milhares de animais. Para tal, é preciso que haja no país uma exploração que crie reprodutoras e centros de inseminação artificial, capazes de beneficiar até o pequeno produtor, ajudando-os a produzir melhor", apontou Vítor Menino.

Por sua vez, o director nacional do programa de suinicultura do Ministério da Agricultura e Florestas disse que Angola conta com um efectivo suíno calculado em cerca de três milhões de porcos, estimados em 89.800 milhões de kwanzas.

A produção anual actual de carne suína em Angola é de 26 mil toneladas, para uma necessidade real de 80 mil toneladas, indicou ainda o responsável, salientando que a criação familiar é a que garante maioritariamente a produção, essencialmente nas regiões produtoras de milho.

Já o coordenador do projecto de suinicultura do grupo Adérito Areias, Ekumbi David, disse que, em 2017, segundo dados do Ministério da Agricultura, o Governo despendeu 98 milhões de dólares na importação de carne, menos do que os 163 milhões de dólares gastos em 2015, mas mais do que os 69 milhões de dólares em 2016.

A ideia, acrescentou Ekumbi David, é reverter a situação através da produção local.

 

 

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