Dados das Nações Unidas

Metade dos angolanos vive na pobreza

Os dados sobre a população pobre em Angola previstas pelo Governo e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estão desencontrados. O Governo estima que a percentagem é de 36 por cento, enquanto o PNUD estima em 52 por cento.

Metade dos angolanos vive na pobreza
Mário Mujetes

Angola tem uma taxa de pobreza estimada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 52 por cento, contra os 36 por cento estimados pelo Governo.

O Executivo pretende ereduzir o número de pobres, através do Plano Nacional de Desenvolvimento (PDN 2018-2022), para os 25 por cento e retirar três milhões de pessoas da situação “extrema de pobreza”, durante estes cinco anos. De acordo com o Censo, em 2014, o número de pobres em Angola cifrava-se nos 9,44 milhões de pessoas.

O director do PNUD em Angola, Henrick Larsson, durante a apresentação do ‘Estudo Global da Pobreza Multidimensional em Angola 2018’, defendeu que haja “um trabalho conjunto” do Governo e da sociedade para enfrentar os desafios apresentados pelos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O responsável considera a taxa de pobreza de 52 por cento “muito elevada”, já que um em cada dois angolanos vive em pobreza multidimensional.

O director do PNUD, Henrick Larsson, defende que o desenvolvimento sustentável só pode ser construído com empreendimentos que, além do crescimento económico, priorizem a redução da pobreza e da fome, a conservação do ambiente, as boas práticas sociais e a valorização do capital humano. Também realçou que o PNUD trabalha em parceria com o Governo e com a sociedade angolana para “identificar soluções locais para enfrentar os desafios que o desenvolvimento sustentável se propõe”.