Coronavírus

Macau adia regresso às aulas e fecha bibliotecas e museus

Macau anunciou esta sexta-feira a suspensão de serviços, o encerramento de espaços culturais e desportivos, bem com o adiamento do regresso às aulas no ensino superior, devido ao novo Coronavírus, nascido na China, que já causou 26 mortes e infectou 830 pessoas.

Macau adia regresso às aulas e fecha bibliotecas e museus
D.R
Vírus já causou 26 mortes e infectou 830 pessoas.

Os mais de 800 casos registados têm alimentado receios sobre uma potencial epidemia semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Em mais de uma dezena de comunicados oriundos de diferentes organismos, as autoridades deram a conhecer a decisão de se adiar até 11 de Fevereiro o regresso às aulas nas 10 instituições do ensino superior. A medida é divulgada poucas horas depois de ter sido anunciado o adiamento do reinício das aulas nas escolas do ensino não superior pelo menos durante uma semana, com as autoridades a aconselharem os centros de apoio pedagógico complementar particulares e as instituições da educação contínua a adoptarem a mesma decisão.

O Instituto de Acção Social recomendou também “aos encarregados de educação com condições de cuidar das crianças em casa para que, após os feriados do Ano Novo Lunar, façam o máximo possível para manter as crianças em casa, deixando provisoriamente de as colocar nas creches”, ressalvando, contudo, que “as creches subsidiadas irão manter-se abertas para continuar a prestar serviços às crianças e encarregados de educação com necessidade dos serviços em causa”.

A Direcção dos Serviços de Educação informou ainda que a partir desta sexta-feira, até Março, “todas as competições escolares e actividades realizadas” por aquela entidade “vão ser suspensas ou adiadas”.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Chinês, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Os mais de 800 casos registados têm alimentado receios sobre uma potencial epidemia semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong. Além da China continental, foram já detectados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Vietname, Singapura e Estados Unidos.

 

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