De 18 a 20 deste mês

Luanda prevê vacinar dois milhões de crianças contra a pólio

Cerca de dois milhões de crianças menores de cinco anos vão ser vacinadas contra a poliomielite a 18, 19 e 20 de Outubro, numa acção denominada campanha de resposta ao surto, em Luanda.

Luanda prevê vacinar dois milhões de crianças contra a pólio
D.R
Luanda não registava casos desde 2010 e o país desde 2011.

De acordo com a coordenadora do Programa de vacinação de Luanda, Felismina Neto, esta campanha surge pelo facto de o país, há quatro meses, registar casos novos de poliomielite, num total de 18, com maior incidência nas províncias do Leste (Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico).

Acrescentou que Luanda tem um caso notificado no município do Kilamba-Kiaxi, bairro dos Rasta.

Dados disponíveis indicam que 11 províncias notificaram casos novos de poliomielite.

Felismina Neto disse que neste fim-de-semana será a ronda zero seguida de mais duas nos dias 1, 2 e 3 de Novembro e a última nos dias 15, 16 e 17 do mesmo mês, para reforço.

“Recomenda-se uma campanha de qualidade do que quantidade. Vamos fazer a implementação nos três dias e a monitorização que vai certificar a criança vacinada. É considerada vacinada a criança que receber as duas gotas e tiver a unha do dedo mindinho da mão esquerda pintada”, referiu.

Salientou que para o êxito da campanha foram mobilizadas todas as administrações, até as comissões de moradores, para que recrutem vacinadores locais e que sejam formados para o efeito.

Além de vacinar, nesta campanha haverá o rigor de recolher os frascos utilizados, tanto os vazios, os cheios, como os partidos para o descarte, pelo Gabinete Provincial de Saúde, uma exigência da comunidade internacional.

Felismina Neto avançou que um amplo trabalho de sensibilização foi feito com as comissões de moradores e líderes religiosos para adesão massiva à campanha, que será porta a porta, nas unidades de saúde da rede pública e privada, nas creches, nas escolas, nos mercados e em locais com aglomerados de mães com crianças do grupo alvo.

Luanda não registava casos desde 2010 e o país desde 2011.

 

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