Artista plástico apresenta 3.ª exposição individual

Jardel Selele pinta ‘Rostos da Banda’

Apaixonou-se pelas artes plásticas ainda ‘kandengue’. Aos 14 anos, já frequentava ateliers com artistas conceituados. Jardel Selele, com apenas 22 anos, já soma três exposições individuais e 18 colectivas. Algumas das obras foram expostas na Argentina e no Chile. Ao NG, o artista falou da sua mais recente exposição e apela à criação de fábricas de tecidos e tintas para “facilitar” o trabalho.

Jardel Selele pinta ‘Rostos da Banda’

Jardel Selele, aos 22 anos, inaugurou a 3.ª exposição individual a 10 de Agosto, intitulada ‘Rostos da Banda’, na Galeria Tamar Golan, da Fundação Arte e Cultura, em Luanda. Desde cedo, manifestou o gosto pelo desenho. Aos 14 anos já frequentava o atelier Clamar, onde aprendeu com artistas já conhecidos como Eduardo Vueza, Zeca Lukombo, Paulo Kussy, entre outros, algumas técnicas da arte para aperfeiçoar o talento, entrando mais tarde para o CEARTE.

Atualmente, soma mais de 15 exposições coletivas e já teve algumas peças expostas na Argentina e no Chile. A proposta da nova coleção, ‘Rostos da Banda’, patente ao público até ao dia 27, homenageia mulheres africanas, sobretudo as que têm algum destaque na sociedade, sejam figuras ligadas à comunicação social, moda, literatura e à música. Além disso, Jardel Selele também retrata as vivências de crianças que vêem os seus sonhos desfeitos, por algum motivo.

A exposição é composta por 23 obras, em técnica mista, acrílico sobre tela, madeira e guitarra. Os preços variam entre os 80 e os 250 mil kwanzas. Sendo que algumas delas Jardel Selele convidou outros artistas como Mariazinha Monteiro, Silvestre Kizembe, Ednezer Roma e Olofe para pintarem quatro quadros, a ‘duas mãos’. “O objectivo é mostrar a fusão de técnicas”, esclarece, o artista.

Natural de Luanda, Selele reconhece que as artes plásticas em Angola estão a ganhar “maior visibilidade, mais espaços para exposições e mais seriedade e qualidade”. 

Membro da Brigada Jovem de Artistas Plásticos (BJAP), do projecto Caderno de Artes na Escola e também director artístico da iniciativa Maratona dos Artistas, Jardel Selele espera que, com a nova governação de João Lourenço, as artes plásticas ganhem “mais atenção” e apela à criação de fábricas de tecidos e tintas, de modo a facilitar e rentabilizar mais a produção dos trabalhos dos artistas da nova geração.

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