Com funcionamento previsto para 2021

ISCED-Huíla ganha complexo de investigação científica e tecnologia

O Instituto Superior de Ciências de Educação da Huíla iniciou este ano trabalhos para instalar um complexo para a investigação científica e tecnologia, que poderá entrar em funcionamento já em 2021.

ISCED-Huíla ganha complexo de investigação científica e tecnologia
D.R

O ISCED conta desde 2012 com um centro de investigação da biodiversidade, um herbário e um museu de ornitologia. Em 2013 celebrado um protocolo de geminação no domínio da biodiversidade com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade de Coimbra.

O complexo é financiado pelo governo provincial da Huíla. Tem o projecto elaborado há três anos pelo ISCED e insere-se no quadro de parcerias existentes com universidades nacionais e estrangeiras.

O ISCED conta desde 2012 com um centro de investigação da biodiversidade, um herbário e um museu de ornitologia. Em 2013 celebrado um protocolo de geminação no domínio da biodiversidade com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade de Coimbra.

Este acordo permitiu a criação de colecções biológicas que funcionam como repositórios digitais de diversidade biológica, que propiciam termos de referência para o conhecimento existente sobre as mais vaiadas formas de espécies naturais.

É nessa perspectiva que o complexo para a investigação científica e tecnologia está sendo instalado numa das infra-estruturas da  antiga estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), conforme o director-geral do ISCED-Huíla, José Luís Mateus Alexandre, em entrevista à ANGOP.

Precisou que o complexo vai contar com um jardim botânico, um museu de ciência e tecnologia, laboratórios para a investigação científica, herbário, sala para investigação e Desenvolvimento da Educação, uma sala para  exposições de colecções biológicas do ISCED-HUÍLA que representam a flora e fauna de Angola.

Sem revelar o valor em investimento, o gestor afirmou que será um ponto de referência onde os cientistas angolanos e estrangeiros com os quais o ISCED-Huíla tem parceria irão revitalizar e promover a investigação científica e  a extensão universitária.

“ Portanto, a ciência não pode estar fechada, ela tem que estar a mercê de toda a sociedade, para isso é que nós estamos engajados, juntamente com o governo provincial da Huíla, no sentido de desenvolver a ciência e tecnologia e utilizá-las para resolver problemas candentes da sociedade, disse.

Para além da sua utilidade em estudos taxinómicos, estas enormes bibliotecas contêm informações acerca de organismos da terra e permitem igualmente reconstruir uma memória ecológica mais saudáveis, nalguns casos seculares, de objectos, padrões e processos naturais uma vez que reúnem dados recolhidos ao longo de várias décadas.

O ISCED- Huíla foi criado em 1980, na altura com apenas 25 estudantes, estando hoje com mais de seis mil, em 14 cursos de licenciatura e oito de mestrado. Formou, desde então, perto de seis mil licenciados e 380 mestres, e está prestes a lançar o doutoramento.