Formação deve durar entre três a seis meses

Criada bolsa de estágio profissional

O Executivo criou através de um Decreto Presidencial, a bolsa de estágios em benefício de jovens formados nas mais diversas áreas do saber.

Criada bolsa de estágio profissional
D.R

Segundo o director-geral do Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP), Manuel Mbangui, que falava à Rádio Nacional de Angola (RNA), visa permitir que jovens recém-formados possam beneficiar de estágios de três a seis meses em empresas a serem seleccionadas.

De acordo com Manuel Mbangui é uma medida que se impunha, tendo em conta o postulado no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022, no quadro do incentivo ao emprego na camada juvenil.

Manuel Mbangui informou que durante o programa de estágio, o estagiário que não tenha concluído a 12.ª classe mas com um curso técnico de nível 2 e 3 terá direito a um salário e meio do sector da actividade em que está inserido, e se tiver a formação técnico profissional, o nível 4, beneficia de dois salários mínimos. Em caso de ser licenciado beneficia de dois salários e meios.

De acordo com o responsável, pretende-se, com efeito, garantir que os estagiários possam ser dotados de conhecimentos técnicos para o mercado de trabalho.

O responsável esclareceu que o estágio profissional não obriga a empresa a ficar com o estagiário, salvo se a corporação encontrar no candidato qualidades que a levem a incluí-lo no seu quadro de pessoal efectivo.

Os candidatos deverão inscrever-se nos centros de emprego existentes no país, enquanto os formandos dos cursos do INEFOP estão dispensados das inscrições, por ser de forma directa.

Para o efeito, informou que será promovida uma campanha de sensibilização para as empresas receberem os estagiários.

O INEFOP, avançou Manuel Mbangui, vai desenvolver um portal para a recepção das candidaturas e acompanhamento do processo de estágio dos  beneficiários.

Pelo país, 17 mil jovens estão em formação nos 160 centros especializados de formação profissional implantados no país.

Recorde-se que o Executivo tem acção o Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE), aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 113/19, de 16 de Abril, destinado a incentivar o surgimento de novos postos de trabalho.

O plano, de âmbito nacional, visa ainda fomentar e apoiar o espírito de iniciativa dos empreendedores, fundamentalmente dos jovens e mulheres, valorizar o exercício das profissões através da atribuição de carteiras profissionais e dar oportunidade de estágios aos cidadãos recentemente formados.

O surgimento de micro e pequenas empresas, através da atribuição de microcréditos, kits e ferramentas de trabalho, bem como a melhoria do respectivo ambiente de prestação de serviço, figuram igualmente entre os propósitos do PAPE.

Os objectivos deste Programa, em que a população jovem e mulheres constituem prioridade, serão traduzidos na concretização das linhas orientadoras previstas no PDN 2018-2022, particularmente na promoção da empregabilidade.

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