No Bengo

Excesso de negativas obriga mobilidade no concurso da educação

A comissão de júri do concurso público na educação, no Bengo registou um elevado índice de notas negativas nos testes, o que obrigou a preencher as vagas existentes com a mobilidade de candidatos que tiveram positiva em outras disciplinas.

Excesso de negativas obriga mobilidade no concurso da educação
D.R

A informação foi avançada pelo porta-voz do concurso público, Ngongo Mbaxi Paulino Mateus, frisando que o elevado índice de negativa registou-se no ensino pré-escolar e por conta disso não foram preenchidas as 218 vagas disponíveis para este sub-sistema de ensino.

De forma a salvaguardar as vagas disponíveis no fundo salarial transferiu-se as vagas não preenchidas no ensino pré-escolar para o ensino primário e primeiro ciclo do ensino secundário, atendendo que todos concorrem para a mesma categoria, o 13.º grau.

Assim sendo, todos os candidatos que obtiveram notas positivas no ensino primário, inicialmente não admitidos por exiguidade de vagas neste subsistema em que concorreram, foram admitidos.

Relativamente ao 1.º ciclo, os candidatos com positivas entre 16 e 18 valores (que inicialmente estavam de fora por número insuficiente de vagas) foram admitidos na base das vagas não preenchidas no ensino pré-escolar.

A título excepcional foram admitidos os candidatos com notas abaixo de 16 valores nas disciplinas onde se verificaram carências no sector, como as línguas Portuguesa, Francesa e Inglesa, Matemática, Física e Educação Física, na base da ordem de precedências.

No 2.º ciclo do ensino secundário houve mobilidades para os candidatos que obtiveram notas positivas, para outras disciplinas que requerem os mesmos perfis académicos, por não serem admitidos onde inicialmente concorreram por escassez de vagas, sobretudo, nas Ciências de Saúde, Electricidade e Agronomia, atendendo a carência que se verificam nestas áreas de formação no corpo docente da província.

Para os candidatos com deficiências, necessidades educativas especiais e antigos combatentes, cuja lei reserva uma quota de quatro por cento foram admitidos os candidatos que obtiveram notas positivas, independentemente do valor, na base dos termos de referência que só permite a contratação de candidatos com notas positivas.

No Bengo, o processo do novo concurso público na educação, teve início a 1 de Setembro do ano em curso e os testes realizados a 22 de Outubro para o preenchimento de 489 vagas.

Dos 6.157 candidatos inscritos 5.655 foram seleccionados para os testes, mas apenas 5.006 fizeram as provas, após 502 serem excluídos por diversas razões e 649 não comparecerem.

O concurso público realizado em 2019, no Bengo, foi anulado devido as irregularidades constatadas no processo.

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