Na sequência do descarrilamento

CFL retira combustível de cisternas de comboio

Equipas de trabalho do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) estão a proceder à retirada de combustível das cisternas acidentadas, na sequência do descarrilamento do comboio que seguia para Malanje.

CFL retira combustível de cisternas de comboio
D.R

A informação foi avançada nesta segunda-feira, à agência Lusa, pelo porta-voz do CFL, Augusto Osório, salientando que, contrariando a informação inicialmente divulgada, algumas cisternas acidentadas começaram a vazar combustível.

Em causa está o descarrilamento de uma composição do comboio de combustível, na sexta-feira, que destruiu 60 metros da linha férrea, resultando no corte temporário da ligação ferroviária entre Luanda e Malanje.

Segundo Augusto Osório, o CFL está a trabalhar em conjunto com a Sonangol, petrolífera estatal, no sentido de retirar o combustível das cisternas, sobretudo aquelas que tombaram.

“Estamos a retirar o combustível que sobrou, para posteriormente podermos utilizar a maquinaria pesada que temos cá, as gruas, para podermos levantar os vagões cisternas e retirarmos aqueles que estão na linha. Estamos a fazer duas coisas em simultâneo, enquanto tiramos o combustível vamos retirando aquele material que está na linha e que está danificado”, explicou.

Para esta terça-feira está previsto o início da retirada do material circulante acidentado, ou seja, dos vagões, para posterior intervenção na linha férrea.

Questionado sobre a quantidade de combustível perdido até ao momento, Augusto Osório frisou que essa avaliação vai ser feita apenas no final.

Augusto Osório sublinhou que o acidente se registou num local de difícil acesso, numa zona acidentada, o que também está a dificultar o andamento dos trabalhos e um horizonte temporal para a reparação da linha e retoma da circulação.

“Está difícil o trabalho, devido às condições técnicas do local, a geografia do local, além da exigência para não derramarmos mais combustível do que já foi derramado. Ao fazer essa transferência das cisternas acidentadas é preciso cuidados redobrados e estamos a fazê-lo com todo o cuidado para não termos mais prejuízos, tanto para as empresas envolvidas como para o ambiente”, frisou.

Por esta altura, o abastecimento de combustível à Malanje está a ser feito apenas por via rodoviária.

O acidente ocorreu ao início da noite de sexta-feira, a cerca de 10 quilómetros depois da vila do Lucala, no Kwanza-Norte, quando o comboio de combustível com 12 cisternas, que transportava 480 mil litros de gasóleo para Malanje, descarrilou, resultando em seis cisternas tombadas. 

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