À procura de patrocínios

Banda Recordação relembra grandes sucessos

Constituída por seis membros, a banda existe há menos de quatro anos. Alberga músicos e instrumentistas que já pertenceram a agrupamentos como Jovens do Prenda, Oásis do Prenda, Afra Sound Star, 1.º de Agosto, 21 de Janeiro, Zimbo, Ndimba Ngola, Os Ecos, entre outros. Ensaiam num dos bairros típicos de Luanda, à espera de convites.

Banda Recordação relembra grandes sucessos
Manuel Tomás
Banda Recordação

‘Banda Recordação’ é uma homenagem aos artistas de feliz memoria e aos próprios membros, que já fizeram parte de outros agrupamentos.

Formada há quatro anos, a ‘Banda Recordação’ é constituída por seis elementos, que já estiveram ligados à música desde as décadas de 1970, 1980 e 1990, como os Jovens do Prenda, Oásis do Prenda, Afra Sound Star, Os Brilhantes, 1.º de Agosto, 21 de Janeiro, Zimbo, Ndimba Ngola, Os Ecos entre outros.

O grupo é composto por Zezito, no reco-reco; G na guitarra; Mogue, na viola baixo; Francisco Chiloy, no teclado; Aspirina, na viola ritmo e voz, e Toy, na bateria.

Instalados nos escombros de um quintal em obras, a banda desperta atenção da vizinhança e de quem passa, pela Maianga, em Luanda. O som ritmado dos instrumentos leva a uma viagem ao passado das décadas de 1960 a 1990, no entanto, as músicas da nova geração não ficam de parte.

A passos de camaleão, a banda não tem obras gravadas, nem patrocinadores, actuam essencialmente em bares, restaurantes, festas de casamentos e outros eventos. Com ensaios às quintas e sextas-feiras, está aberta a convites e patrocinadores. Nem todos os fins-de-semana são de contratos para o grupo. São recordações já cantadas pelos membros e interpretações de grandes clássicos nacionais e internacionais como os de Sofia Rosa, David Zé, Jovens do Prenda, Artur Nunes, entre outros, de grupos como os Afra Sound Star e Matadidi.

 

Recordação

O nome ‘Banda Recordação’ é uma homenagem aos artistas de feliz memória e aos próprios membros, que já fizeram parte de outros agrupamentos. Ela surge, em 2015, com intuito de recordar os grandes sucessos da música nacional. O projecto serve ainda para dar continuidade de outros trabalhos já executados e promover obras de outros artistas.

Dos três fundadores, G e Aspirina são os sobreviventes do projecto que ainda acolheu mais quatro membros, todos provenientes de outros grupos, uns já extintos outros nem tanto.

G, nome artístico de Jesus Duarte Neto, de 56 anos, um dos fundadores da banda, toca guitarra e voz.

Mogue, nome artístico de Garcia Nzolo, de 69 anos, domina a viola baixo e a sua trajectória tem passagens em Kinshasa nas bandas Afra Sound Star e Matadidi. Toca essencialmente semba e kizomba.

Zezito, nome artístico de José Eduardo Raul, de 67 anos, está ligado à música desde os 14 anos, já passou pelas bandas Jovens do Catambor, que depois ascende a Jovens do Prenda e, mais tarde, integra a banda Oásis do Prenda. Zezito está preocupado com a mensagem vinculada na música da nova geração. É optimista quanto ao rumo que a música vai tomando a nível internacional, apesar da evolução das novas tecnologias. O seu instrumento é o reco-reco.

Nicolau Gonçalves, outro fundador da banda, também conhecido nas lides artísticas como Aspirina, toca viola ritmo e voz. Começou a tocar aos 14 anos, já passou pelos Brilhantes e pelo 1.º de Agosto. Está preocupado com a falta de rítmica nas músicas de estúdio e pela “insegurança” dos artistas em cantar ao vivo. Aconselha a que se opte por actuar ao vivo e com bandas.