País eleva número de infectados para 1.815

Angola soma mais 53 casos e três óbitos

As autoridades sanitárias anunciaram nesta quinta-feira, mais 53 casos da covid-19 e três óbitos, que colocam Angola entre os países africanos de língua portuguesa com mais mortes (83), a par da Guiné Equatorial, embora seja dos que regista menos infecções.

Angola soma mais 53 casos e três óbitos
D.R
Franco Mufinda, secretário de Estado para Saúde Pública.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, entre os 53 novos casos, todos de Luanda, 15 são do sexo feminino e 38 de sexo masculino, com idades entre os 23 e os 71 anos.

Foram registados mais três óbitos de cidadãos angolanos, uma mulher de 76 anos e dois homens, de 54 e 60 anos.

No total, Angola soma 1.815 infecções, com 83 mortes, 584 doentes recuperados (mais sete nas últimas 24 horas) e 1.148 ativos, dos quais quatro críticos, com ventilação mecânica, e 25 graves.

Quarenta domiciliar inicia neste sábado  

Franco Mufinda voltou a pedir ajuda à população para “aplanar” a subida exponencial de casos e óbitos que se verifica no país, e recordou que a partir de sábado, dia 15, vai ser iniciado o processo da quarentena e isolamento no domicílio, desde que sejam cumpridas determinadas condições, entre as quais a localização exata e meios de comunicação.

“O sujeito isolado não pode ter contacto com outras entidades de fora, de modo que as necessidades serão respondidas, mas pondo-as à entrada da casa”, afirmou o secretário de Estado, numa alusão, por exemplo, a bens alimentares.

Franco Mufinda disse ainda que estar infectado e realizar o seu internamento em casa coloca os demais membros da família na mesma condição, ficando “as pessoas vulneráveis” na responsabilidade do Estado.

O governante acrescentou que fazer a quarentena domiciliar depende muito da avaliação, que será feita pelas autoridades sanitárias.

“O fim do isolamento ou da quarentena pode ir até 14 dias, depende muito da evolução da doença e dos resultados laboratoriais”, reforçou Franco Mufinda, apelando para a vigilância por parte dos vizinhos e da comunidade, e lembrando que estão previstas sanções para quem violar a quarentena ou isolamento.

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