129 trabalhadores dispensados em Cacuaco

Administração despede funcionários com 10 meses 
de salário em atraso

A Administração Municipal de Cacuaco despediu 129 trabalhadores que funcionavam sob o regime de contrato, na morgue e na unidade técnica comunitária e alguns administrativos. O administrador Augusto José garante que apenas cumpriu ordens do Ministério das Finanças. E promete pagar, até dia 31 deste mês, os 10 meses de salários em atraso.

Administração despede funcionários com 10 meses 
de salário em atraso
Mário Mujetes

Trabalhadores da morgue, Unidade Técnica Comunitária, canil e gatil e administrativos foram despedidos pela Administração Municipal de Cacuaco. Os 129 funcionários foram contratados entre 2008 e 2011. Há 11 anos trabalham sob contrato e há 10 meses que não recebem salários. A administração promete, no entanto, pagar até 31 deste mês. 

Os trabalhadores queixam-se de terem recebido sempre os salários com atraso, de nunca terem beneficiado de subsídios de férias nem de natal. Todos estão resignados ao despedimento, mas exigem que sejam depositados os valores da segurança social descontados nestes anos.

O administrador Augusto José, ao NG, justifica os despedimentos com ordens do Ministério das Finanças para não pagar os funcionários em regime de contrato por “falta de dinheiro”. O governante recorda que, durante anos, os salários eram pagos com outros serviços, que, nos tempos actuais, “deixaram de existir”. “Não posso acumular mais dividas”, afirma Augusto José.

Com os anteriores dirigentes, os subsídios eram pagos, através das receitas locais, o que não se verifica actualmente, já que as receitas arrecadadas nos mercados, uma das fontes, são depositadas na Conta Única do Tesouro (CUT).

Foi criada uma comissão de trabalho para verificar as situações dos subsídios e o tempo de serviço que cada funcionário para se fazerem os pagamentos em atraso até ao dia 31. O governante promete encontrar soluções, junto do Governo Provincial de Luanda, para enquadrar esses funcionários, sobretudo os da morgue, por não querer “colocar as pessoas no desemprego”.