Instituição alega que é preciso “rectificar para ratificar”

Academia contra Acordo Ortográfico

Academia contra Acordo Ortográfico
Manuel Tomás
Acordo com a AAL, o AO90 deve ser objecto de ampla discussão

A Academia Angolana de Letras (AAL) mostra-se “desfavorável” à ratificação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90) por parte do Estado angolano. Numa conferência de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, em Luanda, a instituição criticou este documento por alegadamente possuir um “número elevado” de excepções à regra, o que “não concorre” para a unificação da grafia do idioma, “não facilita” a alfabetização e “nem converge” para a promoção e difusão do português no país.

De acordo com a AAL, o AO90 deve ser objecto de “ampla discussão”, com a envolvência de todos os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em concertação com as respectivas instituições de formação, investigação e promoção literária do português. Os membros da ALL exigem que a escrita de vocábulos cujos étimos provenham de línguas bantas “se faça em conformidade com as normas desta língua, mesmo quando o texto está escrito em português”. Por isso, diz esta instituição, a CPLP tem de estabelecer um “período determinado” para uma análise que leve à definição de um “denominador comum”.

Formalmente criada em Março de 2016, a Academia Angolana de Letras é uma associação privada sem fins lucrativos, de carácter cultural e científico, que tem como patrono o primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto.

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