Envolvido numa polémica por suposta traição

Padre do Lubango morreu no domingo

Supostamente envolvido num triângulo amoroso que acabou com a morte de um casal em Setembro, quando um empresário de 46 anos matou a esposa, de 43, e, logo a seguir, suicidou-se, o pároco da Sé Catedral do Lubango, Simeão Kaíta, morreu no domingo (8).

Padre do Lubango morreu no domingo
D.R.
Simeão Kaíta, morreu no domingo (8).

O sacerdote foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

Com 55 anos e ordenado sacerdote em 1991, o padre, natural de Quilengues, teria sido o pivô de uma polémica que acabou com a morte de um casal no bairro da Machiqueira e que deixou sete filhos, sendo a menor de seis anos.

Nos últimos dias, recebeu ameaças dos familiares do casal. Um deles chegou mesmo a fazê-lo numa entrevista à TPA.

Depois de espoletado o problema da suposta traição em Julho, o sacerdote foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Mas, no domingo, após um jantar com colegas no bispado do Lubango, terá dito que não se sentia bem, foi levado de urgência ao hospital central ‘Agostinho Neto’, a escassos dois quilómetros do local onde se encontrava, mas chegou já sem vida à unidade.

Em declarações ao NG, o vigário geral da Sé Catedral, Pacheco Jonas Simão, que partilhava a casa paroquial com Simeão Kaíte, afirmou que, antes da sua morte, isto é, durante o dia, o padre “não apresentava sinais de doença e estava psicologicamente bem”.

“Jantámos e estava a acompanhar o telejornal da TPA, sempre manifestando uma boa disposição como é hábito, no entanto, por volta das 22 horas, chamei-o para dormir, mas já não respondia e percebi que estava desacordado. Chamámos uma ambulância e o levámos ao hospital, mas, infelizmente, já estava morto”, contou

Simeão Kaíta foi ordenado padre em 1991 pelo, também falecido, bispo Dom Franklin da Costa. Foi pároco da Igreja Imaculada da Conceição, de 1991 a 1999, e, desde 1999, era,  até à data de sua morte, pároco da Se Catedral. Foi ainda mestre de cerimónia em 1992 na recepção ao Papa João Paulo II, no Lubango.

 

 

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