Transportes públicos cobrem 15% das necessidades

Luanda abre-se a novas operadoras

Luanda abre-se a novas operadoras

O Governo Provincial de Luanda (GPL) está a terminar os termos de referência para abertura de concursos públicos para a entrada de novas operadoras de transportes públicos urbanos de passageiros.  A medida faz parte dos planos de âmbito central do Executivo, mas com incidência local. Amadeu Campos, director do gabinete provincial dos Transportes, Trânsito e Mobilidade Urbana, exemplifica com a Angoreal, uma operadora que já tem transportes urbanos há muitos anos, mas que não faz parte das empresas operacionais.

Actualmente, a província tem cinco operadoras de transporte de passageiros, uma pública e as restantes privadas, que não têm conseguido cobrir as necessidades, ficando apenas nos 15%. Dados do GPL determinam que a capital necessita de, pelo menos, 1.800 autocarros em circulação. A frota actual funciona com apenas 213 veículos para dar vazão ao problema de mobilidade de pessoas e bens.  

A idade média da frota em circulação é de cinco anos, mas existem empresas que funcionam com autocarros desde 2008, como é o caso da Tura.

As empresas enfrentam diversas dificuldades, como a falta de divisas para importação de peças sobressalentes, tarifas que não são actualizadas há 13 anos, mau estado das vias secundárias e terciárias, carência de infra-estruturas e evasão de receitas por parte dos motoristas e cobradores. Para resolver essa última problemática, o GPL estuda a possibilidade de implementar bilheteiras electrónicas. Luanda precisa de criar 105 linhas de autocarros, numa extensão total de 3.309 quilómetros.

 

Sonho do Monocarril

Dentro dos planos centrais com incidência local do Governo, ainda continua a constar a criação de um sistema de monocarril para Luanda.

A intenção, não sendo nova, ganhou corpo com a assinatura de um despacho presidencial em meados do ano passado que prevê concessionar o projecto. 

O despacho autoriza a abertura de um concurso público para adjudicação da iniciativa que envolveria a concessão, construção e exploração do Monocarril. Em simultâneo, foi criada uma comissão de avaliação para este concurso, presidida pelo director-geral do Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro, Ottoniel Manuel. No documento, não foi avançado o valor do projecto nem a área de cobertura.